Infância e Nutrição

Como as aulas de educação nutricional vêm gerando impactos positivos para estimular um estilo de vida saudável às nossas crianças [Leia mais...]

Infância e Nutrição

Neste mês de agosto as aulas de educação nutricional com a professora e nutricionista Mônica Rufino completam três anos. São muitos motivos a comemorar.

As aulas acontecem para as crianças do Pré 2 ao 1º ano do fundamental. Segundo a nutricionista, essa fase da infância é de grande importância para criar hábitos saudáveis para que na vida adulta elas façam escolhas alimentares conscientes.

A informação e orientação quanto ao valor nutricional dos alimentos não serve só para evitar a obesidade infantil, mas também para a tomada de consciência sobre saúde e qualidade de vida. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmam que 15% das crianças com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade. Uma em cada três não chegaram ao nível da obesidade, mas estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

“Percebi ao longo desses três anos que não foram somente as crianças que se beneficiaram das aulas de educação nutricional, mas também os pais e familiares. Algumas ações como a feira orgânica, por exemplo, é  uma atividade que estimula a autonomia das crianças na escolha dos alimentos. “As crianças levam estes alimentos para casa e convidam os pais para experimentar e cozinhar junto”, comenta.

Para a Luciana Polo Simette, mãe da Sarah do primeiro ano, de forma lúdica e criativa as crianças aprendem sobre a importância da boa alimentação. “A Sarah já tinha hábito de comer frutas e legumes mas as aulas de nutrição despertaram mais curiosidade e vontade de consumir esses alimentos. Um exemplo foi a aula dos tipos de alface que estimulou seu consumo, o suco Verde, a descoberta da acelga entre tantos outros ! E isso com certeza reflete na família”, conta a mãe.

 Orientação Nutricional na escola

O projeto envolve desde diferentes etapas de aprendizagem como familiarização dos legumes e frutas in natura, atividades como plantio e cultivo de alfaces e folhas, produção de sucos, sorvetes naturais até a feira orgânica e exposição sobre a pirâmide alimentar.

Abre-se uma oportunidade para as crianças cheirarem, tocarem e sentirem a textura dos alimentos. Após esse processo de familiarização, a professora prepara sucos naturais de couve com abacaxi, limão, acerola, laranja, cenoura e desenvolve outras receitas.  Na segunda fase do projeto elas participam da plantação de alface e conhecem os diferentes tipos da verdura. Além de plantar,  regam diariamente e colhem. A professora afirma que muitas crianças que nunca experimentaram criam a coragem de provar e isso vai mudando o comportamento delas. Os próprios colegas encorajam-se naturalmente.

Já a feira orgânica é uma oportunidade do aprendizado para além da escola. A professora recomenda que os pais levem seus filhos (as) às feiras da cidade para que possam escolher alimentos, assim como elas escolhem nesta atividade da escola.

Pirâmide Alimentar

Para as crianças do primeiro ano as atividades estão relacionadas à pirâmide alimentar com os quatro grupos alimentares, sendo que o primeiro grupo as crianças já viram desde o Pré 2. De acordo com Mônica, neste momento começam a conhecer sobre as proteínas, carboidratos, gorduras e açucares.

Para a médica e mãe da Natália, Adriane Celli, sua filha começou a se preocupar com o que era nutritivo e o que não era.  “Minha filha Natália foi muito bem na alimentação até os dois anos, ela comia de tudo. E com o passar do tempo foi ficando seletiva. Muito antes das aulas de educação nutricional, ela aprendeu no Tistu sobre a importância de beber água, pois a escola preza muito isso.  Como toda criança, ela gosta de doce, mas respeita que seu consumo deva ser somente após as refeições e hoje consegue entender sobre o valor nutricional dos alimentos. Em relação às frutas, legumes e verduras ainda é um pouco difícil, mas ela já aceita sucos de frutas como laranja e uva,  come feijão, arroz integral e alguns legumes. Antes ela não experimentava nada de jeito nenhum, agora eu já consigo fazer ela experimentar. Eu acho muito importante a orientação nutricional nas ­­escolas e observo uma mudança grande nos hábitos alimentares da minha filha.”, ressalta Adriane.

Fotos: arquivo Tistu

Fonte: IBGE

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